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Como se faz comida para patudos?
A Revista Visão Junior, explica:


Visitámos uma fábrica que faz ração para cães e gatos e explicamos-te tudo!
Os portões da PetMaxi, em Ferreira do Zêzere, abrem-se para um mundo onde tudo é tão grande que nos sentimos do tamanho de formiguinhas. Nesta fábrica fazem-se os croquetes de que gatos e cães tanto gostam. Cada ração tem a sua própria receita: para animais jovens ou mais velhos, grandes ou pequenos, e por aí fora. Para as confecionar, são necessários 100 ingredientes diferentes, mas há sete que entram na grande maioria das rações: arroz, milho, trigo, linhaça, cevada, ovo e carne ou peixe.
Todos os dias chegam à fábrica camiões que trazem os cereais, enquanto os ovos, a carne e o peixe são trazidos apenas em dias específicos, porque são produtos frescos que não podem ficar armazenados durante muito tempo. Mas como é que estas coisas todas se transformam em pequeninos croquetes?
TESTAR A QUALIDADE:
É no laboratório que se começam a preparar as rações. É preciso analisar todas as matérias-primas que vão chegando para ver se estão em condições de serem consumidas pelos patudos. O primeiro passo é ir ao camião recolher uma amostra de cada um dos materiais; depois, se tiverem qualidade, são descarregados dos camiões.
Por hora, esta fábrica consegue produzir até dois mil sacos de ração.
Noutra sala, cheia de computadores e ecrãs, escolhe-se a receita que se vai fazer, e os cereais e leguminosas necessários são triturados, formando uma farinha.
CADA MATÉRIA NO SEU FRASQUINHO:
Nesta fase, vês sacos muito maiores do que tu – com quase dois metros! – a irem para um local que se chama pegão, onde cada matéria-prima é armazenada no seu depósito. É como se tu, em casa, deitasses o pacote de arroz num frasquinho, as ervilhas noutro, e por aí além.
“EXTRUSÃO”, QUE PALAVRÃO!
Essa farinha segue para a extrusora, uma máquina que usa vapor para cozer e fazer um «bolo» rijinho. O amido que há nos cereais funciona como o fermento que pões nos bolos: é ele que faz com que a farinha cresça, coza e ganhe a consistência dos croquetes que estás habituado a ver nos sacos da ração.
É também ao passar por esta máquina que a pasta ganha a forma de bolinhas e peixinhos.
OLHA O CROQUETE QUENTINHO!
Da extrusora, os croquetes húmidos vão através de tubos para um secador. É aqui que vês, ainda quentinhos, os croquetes a deslizarem por um tapete rolante até à próxima paragem.
… TOCA A EMBALAR:
Consoante as encomendas, os croquetes são embalados nos sacos que vês nas lojas. Mas esta é a parte em que as máquinas não conseguem fazer tudo! São precisos trabalhadores que garantam que os sacos são abertos corretamente e os croquetes não se espalham todos!
O TOQUE FINAL:
Noutra máquina, são mexidos enquanto lhes é lançada gordura de aves. É assim que se consegue que fiquem cobertos por esta substância que lhes dá brilho. Por fim, os croquetes vão arrefecendo enquanto percorrem outro tapete rolante até um depósito onde ficam armazenados.
E LÁ VÃO OS CROQUETES PELO MUNDO FORA!
Assim que chega algum pedido de sacos de ração, uma empilhadora carrega os gigantes camiões que voltam a entrar em ação. Mercadoria carregada, toca a fazer-se à estrada!
SABIAS QUE…
- Quando quiseres saber quais os ingredientes que estão nos croquetes dos teus animais, lê o rótulo que está na parte de trás do saco. Os ingredientes que aparecem primeiro na lista são aqueles que estão em maior quantidade!
- A ração para bebés deve ter mais gordura e proteína, que se encontra na carne ou no peixe e, por isso, estes croquetes levam muito menos cereais. Os croquetes para os adultos devem ter mais fibra, daí que contenham mais cereais para ajudar no bom funcionamento do intestino.
-Os croquetes dos gatos têm de ser mais secos e crocantes, já que eles gostam de trincar cada pedacinho. Já os cães quase que aspiram a comida em segundos, por isso, não precisa de ser tão estaladiça.
Texto: Catarina Gonçalves
Fotos: Marcos Borga
Revista: Júnior, abril de 2022
https://visao.pt/visaojunior/sumario/2022-04-07-visao-junior-de-abril-de-2022/